Nossa Crença

Nossa Crença

Entendemos que quando expomos nossas ideias e opiniões publicamente podemos influenciar ou afetar outras pessoas.

Por isso achamos por bem deixar bem claro no que cremos.


O Criador é Echad:

Em hebraico, Echad (um) pode significar uma unidade composta como mostra Gênesis 2:24 e 11:6; Números 13:23; Juízes 20:8, Esdras 2:64 e Ezequiel 37:17-19.

O termo Elohim (Deus) é plural em sua forma majestática, e vemos diversos exemplos em Gênesis 1:26; 3:22; 11:7; 35:7; Isaías 6:8; 2 Samuel 7:23; Salmo 58:11 e Josué 24:19.

Todos os exemplos acima nos sugerem uma pluralidade de manifestações de Deus.

Conforme dito pelo próprio Yeshua se dirigindo ao Pai “que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” em João 17:3.


Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo):

Cremos que Ele é espiritual, divino e preexistente, manifestado entre nós na forma humana conforme Miquéias 5:2; João 1:1-2 e João 17:5.


Identidade Bíblica de Yeshua:

Cremos que Yeshua é o Filho de Deus como em João; o Filho do Homem em Daniel e Enoque; a Palavra de Deus em João e Gênesis; a Mão direita, a Mão poderosa, o Braço estendido do Senhor e a Sabedoria no Tanakh, e o Cordeiro em Apocalipse (referências em João 17:1; Daniel 7:13; Enoque 46:2-4; João 1:1; Gênesis 1:3; Salmo 118:16; Êxodo 6:6; Isaías 53:1; Provérbios 8:22-30; Apocalipse 5:6).


Natureza de Yeshua:

Assim como a maioria das células não cria outra célula, mas se divide em duas gerando outra célula, e ambas são da mesma natureza e são idênticas, mas não são a mesma, porém continuam sendo parte do mesmo ser.

Assim como a voz ou a palavra vem de dentro, é emanada do ser e expressa o ser.

Assim como a mão e o braço agem e se manifestam, mas não são um segundo corpo e sim parte do mesmo ser e realizam a vontade desse ser.

Da mesma forma entendemos Yeshua, que Ele não é um ser criado, mas é emanado do Pai como mostram João 1:1,2 e João 16:28.

Yeshua é uma manifestação do Pai, é a expressão do Pai e faz a Sua vontade, recebeu toda autoridade do Pai e está entronizado à Sua direita como dizem João 17:6; Salmo 110:1; João 17:2; Filipenses 2:9-10, Colossenses 2:9 e Hebreus 1:3.

Entendemos que Yeshua é a Luz da Luz, o esplendor da glória do Pai como afirma Hebreus 1:3. Assim como o raio de sol não é o sol, e é da mesma substância, assim é o Filho em relação ao Pai. (Tertuliano, Adversus Praxeam cap. 8 e 13, em 213ec).


O Espírito Santo (Ruach HaKodesh):

Cremos que o Ruach HaKodesh também é uma manifestação do Pai, é a própria presença do Pai entre nós, a exemplo de quando o Espírito se entristece é o próprio Pai que se entristece como diz Isaías 63:10; Salmo 139:7: Lucas 11:20 e 1 Coríntios 2:11.


As Escrituras:

O Tanakh (Antigo Testamento) e a Brit Chadashá (Novo Testamento) são inspirados por Deus como diz Provérbios 30:5 e 2 Timóteo 3:16.


A Torah e os Mandamentos:

A Torah não foi abolida por Yeshua como dizem as igrejas, e isso é confirmado pelo próprio Yeshua em Mateus 5:17-20.


Sacrifícios e Sacerdócio:

Não são mais necessários pois foram transferidos para Yeshua que os cumpriu plenamente e que agora ocupa o lugar do Templo e do Sumo Sacerdote como dito em Hebreus 10:1-12.


Dízimos e Levitas:

O dízimo era pro sustento do Templo e dos levitas, portanto com o fim do Templo e do sacerdócio levítico não são mais necessários, houve uma mudança do sacerdócio da ordem de Arão (levítico) para a ordem de Melquisedeque (Yeshua) conforme explica Hebreus 7:11-12.

O que a Brit Chadashá nos mostra é que devemos fazer contribuições voluntárias para ajudar nossos irmãos que passam por dificuldades, e para ajudar a manter a obra de pregação.
E que se uma congregação recebe essas contribuições ela deve destiná-las a essas duas coisas e não somente para o benefício de seus líderes conforme ensina 2 Coríntios 9:7; Romanos 15:25,26; 1 Coríntios 16:1,2; 1 João 3:17; 1 Coríntios 9:14; 1 Timóteo 5:17,18; 1 Pedro 5:2; 1 Timóteo 3:3; Atos 20:33-35; 1 Tessalonicenses 2:9 e 2 Tessalonicenses 3:7-9.


Leis Morais e de Santidade:

Leis alimentares, éticas, festas e distinção entre limpo/imundo continuam como padrão de santidade de Deus e deveriam ser obedecidas pelos gentios como nos lembra Levítico 11:44; Romanos 3:31; Romanos 7:12; 1 Coríntios 5:7,8; e 1 Pedro 1:15-16.

Sobre as leis alimentares Paulo deixa claro em 1 Timóteo 4:4,5 que não foram abolidas:

"Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada."

O detalhe do versículo que poucos notam – pela palavra de Deus (a Torah) e pela oração é santificada – o que santifica o alimento não é só a nossa oração, é a palavra de Deus também!
Portanto para o alimento ser santificado “pela palavra de Deus", ele deve corresponder ao que a Palavra de Deus listou como permitido para consumo e não um alimento que a Palavra proíbe comer.


Salvação e Julgamento:

Todos seremos julgados no retorno do Mashiach como diz em 2 Coríntios 5:10 e Mateus 16:27.

A salvação depende de crer em Yeshua como Mashiach como diz João 3:36 e João 17:2.

Não somos salvos por obras, mas podemos ser condenados por obras más ou pela falta delas como dito em Efésios 2:8-10 e Mateus 25:41-43.

Cremos que obedecer a Torah sem crer em Yeshua como Filho de Deus leva a condenação.
Assim como crer em Yeshua sem arrependimento e sem mudança de vida leva a possível condenação no dia do Juízo como diz Tiago 2:19,20; Mateus 7:21-23 e Hebreus 10:26.27.

Obedecemos aos mandamentos não para alcançar a salvação, mas porque fomos chamados e desejamos viver em santidade, expressando nosso amor ao Criador, como dito em João 14:15 e Efésios 2:10.

Cremos que a fé sem obras é morta e que a obediência sem fé é rito vazio como advertem Isaías 29:13; Tiago 2:26 e Hebreus 11:6.

A verdadeira fé produz um fruto de arrependimento (Teshuvá), que se manifesta na observância amorosa das instruções do Pai como diz Mateus 3:8 e 1 João 2:3,4.


Críticas às denominações:

Estudando a história além da Bíblia constatamos que o cristianismo católico se afastou muito das suas origens judaicas e dos ensinos dos apóstolos.
Sofreu forte influência de entendimentos pessoais de teólogos que surgiram após a morte dos apóstolos, aproximadamente a partir do ano 150ec, e também de interesses políticos e de poder da própria instituição ao longo dos séculos.
Lembramos que isso foi profetizado pelos apóstolos como alerta em Romanos 11:17-21; 2 Pedro 2:1-3; Atos 20:29,30; 2 Timóteo 4:3,4; e 2 Pedro 3:16,17.

Sobre a reforma protestante vemos que ela não foi motivada pelos interesses que deveriam ser, e não foi uma reforma suficiente, não trouxe um retorno às origens judaicas e apostólicas.
A reforma foi benéfica em poucos pontos, mas resgatou doutrinas dos “pais da igreja” do período pós apostólico na sua literalidade e as associou as novas doutrinas criadas por Lutero, Calvino e seus sucessores.
Deu margem para que surgissem novas doutrinas e diversas seitas heréticas.
E acentuou o antissemitismo exemplificado nos escritos tardios de Lutero como 'Sobre os Judeus e Suas Mentiras', cujos sentimentos influenciaram tragicamente a história europeia.
Pela falta de centralidade e a variedade de entendimentos posteriores, o protestantismo virou uma “confusão” de entendimentos, doutrinas e até heresias nos dias de hoje.

Quanto ao judaísmo atual ou talmúdico também não é o mesmo do período do segundo Templo.
Ele é fruto de construções rabínicas posteriores estabelecidas a partir da escola rabínica chamada Concílio de Yavne que ocorreu por volta do ano 90ec, alguns anos após a destruição do segundo Templo em 70ec.
Em Yavne se consolidou a Birkat HaMinim (a maldição contra os "hereges" ou seguidores de Yeshua) e outros entendimentos contrários a Yeshua e aos cristãos.
Toda essa construção rabínica visou afastar os cristãos das sinagogas e fazer os judeus repudiarem Yeshua, e isso tem funcionado bem até os dias de hoje.
Ao longo dos séculos o judaísmo também adotou influências pagãs da Europa medieval que são condenadas na Torah como misticismos cabalísticos, algumas segulots, veneração a tzadikins falecidos e a doutrina da reencarnação.

Já o judaísmo messiânico/nazareno que ressurgiu a partir de 1950 veio com a proposta de resgate da fé original, mas no Brasil infelizmente tem se distanciado do praticado em Israel e "perdido o rumo".
A maioria das sinagogas messiânicas no Brasil tem focado somente na Torah e nos sábios judeus do período talmúdico, tem adotado as práticas cabalistas e buscado assumir uma identidade judaica europeia.
Com isso acabam deixando Yeshua, seus ensinos e a Brit Chadashá em segundo plano e em algumas delas quase não se ensina sobre Yeshua e sobre a Brit Chadashá.

"Quando a tradição rabínica que foi desenhada para rejeitar Yeshua se torna a lente primária de leitura, a centralidade em Yeshua é inevitavelmente neutralizada."

O resultado disso é um número crescente de pessoas que após algum tempo no judaísmo messiânico negam Yeshua, ou passam a considerá-lo somente como um "grande justo" ou "um homem ungido" ou um "ser criado" como os anjos, contrariando o que esta escrito na Brit Chadashá.
Paulo deixou um alerta sobre isso em Hebreus 2:1-3 e 10:29.

Com total consciência de todos esses problemas, e também do que diz as escrituras, nós buscamos a verdadeira fé ensinada por Yeshua e pelos seus apóstolos, que era fundamentada na Torah e nos profetas, sem parcialidade e sem nos deixar levar por entendimentos denominacionais, e compartilhamos algumas coisas que aprendemos aqui com vocês.

Como disse Paulo:

"Examinem todas as coisas, retenham o que é bom"
(1 Tessalonicenses 5:21 - NAA).

"Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim."
(Atos 17:11 - NAA)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dúvidas ou sugestões? Comente abaixo! Verifico as mensagens diariamente.